domingo, 26 de setembro de 2010

Navegações

Jorge Adelar Finatto


Não existem chegadas
e partidas definitivas
rijos itinerários nascidos
na rota turbulenta
dos abismos

o que há é esta
necessidade de navegar
que começa não sei
em que rio ou fundão
e depois se expande

um dia toda busca
cristaliza
e se pode, enfim,
recolher as velas
no porto do outro
mundo

_______

Poema do livro O Fazedor de Auroras, Instituto Estadual do Livro, Porto Alegre, 1990.
Foto: J. Finatto

Um comentário:

  1. Recolho as velas cansadas
    e ancoro
    _ tempo de marulhar...

    Abraço!

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