segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Os sinos de bambu

Farandolino Brouillon

photo: j.finatto

No pátio em volta da casa, habitam sinos de bambu. Sempre é bom tê-los por perto. Passam sossego e iluminam o espírito. Um deles está pendurado na caneleira, em cujo tronco se enroscam e brotam os primeiros jasmins, antecipando a primavera.

Os sinos soam suavemente ao leve toque do vento.

Esta é a música que gosto de ouvir nas manhãs e tardes andarilhas de agosto. Quando acontece de madrugada, e acontece de estar acordado, também aprecio ficar ouvindo.

A melodia que nasce dos sinos de bambu nunca se repete, nunca é a mesma. Cada uma tem um jeito único.

Às vezes os sinos tocam ao mesmo tempo, conversando entre si.

É bom fechar os olhos e caminhar no bosque de sons dos sinos de bambu.

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Farandolino Brouillon é poeta em Passo dos Ausentes.

2 comentários:

  1. a conversa dos sinos de bambu deve ser algo surreal. mas poético, e muito. gostei da figura literária. eb

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  2. Obrigado. Vou transmitir ao poeta Farandolino a tua impressão.

    Um abraço.

    JF

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