sábado, 1 de março de 2014

O peixe e seu carnaval

Jorge Adelar Finatto
 
 
photo: j.finatto
 

A imagem dos peixinhos brilhando no fundo azul, e as outras, eu busquei no Oceanário de Lisboa. É uma visita que não dá para perder em Portugal, conforme já registrei aqui.* Além de peixões, como tubarões, e peixinhos, como cavalos-marinhos, existem muitos outros seres que habitam no interior e fora das águas oceânicas, e são mostrados no oceanário.
 
Há um universo de vidas que não conhecemos, nas profundezas e na superfície. Um mundo que, por ironia, depende da boa vontade do ser humano para não ser destruído, o que, convenhamos, é uma temeridade.

photo: j.finatto
 
Resta esperar e acreditar que teremos o bom senso de não acabar com os oceanos, pois neles reside talvez a nossa única chance de sobrevivência no planeta diante do colapso alimentar que se avizinha.

Não existe beleza nem alegria na morte, apesar do que vemos na televisão diariamente. A estética da violência e da destruição, presente no noticiário e em grande parte da programação, desde filmes até grotescas lutas entre pessoas que se ferem bestialmente (a que chamam esporte), só faz alimentar a nossa desumanização.

photo: j.finatto

Preservar a vida enquanto há vida dentro e fora de nós.
 
Durante a folia oficial, artificial e midiática do carnaval (tudo é espetáculo...), eu prefiro o mundo silencioso, natural e colorido dos cavalos-marinhos e anêmonas-do-mar. O carnaval dos peixes.
 

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