terça-feira, 1 de agosto de 2017

Maison de Van Gogh

Jorge Finatto

O quarto de Van Gogh. photo: Maison de Van Gogh*

Encaminhei à MAISON DE VAN GOGH imagens e textos que tenho publicado sobre o artista. Recebi a manifestação a seguir, que muito me encanta por constatar que nós, admiradores da obra de Van Gogh, somos uma numerosa família ao redor do planeta. E que, em nosso coração, não existe lugar para egoísmos. Pelo contrário, o que mais queremos é compartilhar a herança espiritual do grande pintor.
 
 
Obrigado Monsieur Finatto !
 
Nous avons partagé votre article sur la page Facebook de la Maison de Van Gogh. Nos amis portugais et brésiliens seront ravis de vous lire.
 
Bien cordialement
  
Auberge Ravoux dite Maison de Van Gogh
Tel. : 33-(0)1 30 36 60 60
facebook-logo_officiel Maison de Van Gogh
 
 
A todos que se interessam pela obra e pela vida de Van Gogh, recomendo uma viagem à Auvers-sur-Oise e uma visita ao Auberge Ravoux (Maison de Van Gogh) onde encontrarão rico material biográfico sobre o gênio da pintura num ambiente de memória, calor humano e arte. 
 
Aos amigos da Maison de Van Gogh um fraterno abraço!
 

photo: jfinatto, 2007, Auvers-sur-Oise

 
Vincent van Gogh ne passa que 70 jours à Auvers-sur-Oise. Ce court séjour fut pourtant extraordinairement prolifique, puisque ce site pittoresque, ses habitants et ses environs lui inspirèrent près de 80 œuvres (...)*

Vincent van Gogh passou apenas 70 dias em Auvers-sur-Oise. Esta pequena estadia foi, no entanto, extraordinariamente prolífica, uma vez que este lugar pitoresco, seu povo e seus arredores inspiraram-no em cerca de 80 obras (...) **
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* Maison de Van Gogh:
http://www.maisondevangogh.fr/fr/informations.php 

**tradução livre J.Finatto

sábado, 29 de julho de 2017

Um campo de trigo chamado Vincent

Jorge Finatto
 
Campo de trigo sob nuvens carregadas, 1890, Van Gogh Museum, Amsterdam¹
 
"Deve ser bom morrer sabendo que se fez algum trabalho de verdade e, portanto, viverá na lembrança pelo menos de algumas pessoas."
               Vincent em carta ao irmão Theo²
 
VAN GOGH (1853 - 1890) é o artista trágico  por excelência. O indivíduo rejeitado pela família e pela sociedade. Nele se resume o calvário existencial de um homem indefeso e ultrassensível, caído num mundo que insiste em maltratar a delicadeza, a simplicidade, a beleza e o talento natural.
 
O gênio maldito, que perambulou solitário de déu em déu, encontrou-se milhões de vezes sozinho por quartos, ruas, esquinas e estradas vazias, devorado pela saudade de um lar e de um amor humano que nunca teria e que o consumia por dentro.
 
De tanto sofrimento nasceu a luminosa obra que tem o poder de expulsar a treva da condição humana que habita nossas mentes e corações. E que diz: a vida é possível!
 
A obra de Vincent torna a existência um imenso campo de trigo onde a fertilidade, a transcendência e a felicidade da criação andam de mãos dadas. Nasceu, ficou 37 anos no planeta, e partiu. Mas não levou consigo os girassóis, trigais, camponeses, pontes, casas, praças, campos, retratos, céus, caminhos, jardins, mil paisagens, a alegria do olhar e do sentir. Generoso, entregou aos semelhantes o melhor de si.
 
Nos 127 anos de sua morte, neste 29 de julho de 2017, a memória doída, mas acima de tudo o carinho, o respeito, a admiração, a sentida homenagem ao artista.
 
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¹ Van Gogh Museum:
² Van Gogh, a vida. Steven Naifeh e Gregory White Smith. pág. 973. Tradução de Denise Bottmann. Companhia das Letras, São Paulo, 2012.