segunda-feira, 23 de maio de 2022

O fusquinha azul de Mujica

 Jorge Finatto 


grafite de Montevideo. photo: jfinatto

Os grafites das ruas de Montevideo sempre nos dizem alguma coisa interessante. É uma cidade onde as pessoas trabalham, pensam e sonham enquanto tomam mate nas casas,  calles, praças e calçadas da beira do Rio da Prata. 

É uma cidade que gosta de livros, música, pintura, cinema, parques, teatro, etc. E de gente, deveras. Pouca ostentação de riquezas particulares, pouca gente vivendo na miséria. Em suma, um lugar onde sobriedade e bom senso parecem andar juntos.  Haverá gente má por lá? Possivelmente. Mas em modesta proporção. Não se criam por muito tempo. Ao contrário de países cercanos, o Uruguai aprende com seus erros e avança. 

Li que um sheik árabe ofereceu, anos atrás, um milhão de dólares para comprar o velho fusquinha azul de José "Pepe" Mujica, que ganhou o veículo de um grupo de amigos que fez uma vaquinha para adquiri-lo. O ex-presidente uruguaio, entre 2010 e 2015, disse que não, obrigado, estava bem assim, vivendo modestamente na sua chácara, a 20 km de Montevideo. Nela compartilha a vida simples com gente simples como ele. Ali ele construiu uma escola agrária para os jovens do lugar e cultiva com suas mãos flores e hortaliças aos 87 anos.

Me gusta o Uruguai. Tão diferente do Brasil. Quando estou lá tenho a impressão de que é mesmo verdade que a Terra gira em torno de si e do Sol. Mas o faz de um jeito sereno e civilizado, de tal modo que não caímos uns sobre os outros nem os edifícios desabam sobre nossas tontas cabeças. Também sou levado a acreditar que a Terra não termina num abismo mas vai se arredondando numa curvatura lenta que faz com que no Japão seja dia enquanto em Montevideo é de noite e vice-versa. 

Gosto muito das ruas montevideanas. Onde andou e viveu o Conde de Lautréamont (Isidore Ducasse), antes de ir para a França. E penso que só mesmo tendo nascido naquela cidade poderia conceber os Os Cantos de Maldoror, essa obra genial.

Acho muito bonito as crianças irem para as aulas, nas escolas públicas, com seus guarda-pós brancos e laços azuis. Pode-se andar à noite sem medo e pessoas velhas costumam sair para jantar fora, a pé, sem ser molestadas. 

De fato, o Uruguai é um país muito estranho para quem vive na "normalidade" brasileira. Deve ser efeito do mate.

domingo, 22 de maio de 2022

Dia de outono

 Jorge Finatto

photo: jfinatto

Tempo de sol com frio.
Pinhão na chapa, gato pela casa, livro na mão,
janela aberta, geada no quintal,
tristeza guardada na gaveta.
Óculos de tartaruga.
Esse olhar o mundo que me encanta.

segunda-feira, 2 de maio de 2022

À la recherche de la madeleine perdue

 Jorge Finatto

photo: Lucas


Às vezes sou obrigado a permanecer alguns dias em Porto alegre. Descer a Serra para a cidade grande foi desde sempre uma imposição cruel. E tudo começou com a morte súbita da avó que me criou até os 6 anos. Com o desaparecimento dela a casa onde vivíamos - velha casa de madeira - desmoronou. Tive de ir morar em Porto Alegre. A vida mudou completamente. Vivi em várias cidades depois em razão da profissão.

Nunca deixei de ser um guri do interior. Não me entendam mal: devo muito a Porto Alegre e sou agradecido por tudo que ela me proporcionou. Mas jamais me abandonou a sensação de exílio.

Um dia retornei à Serra e nela ergui minha nova casa sobre uma montanha. Uma volta à origem telúrica. Mas não no tempo porque o tempo passado não volta nem se recupera. Recorda-se.

Na sexta-feira à noitinha saí do apartamento e estava caminhando na Av. Nilo Peçanha, perto da Praça da Encol, em direção ao café. Estava com o filho Lucas, o caçula, que me chamou a atenção para os pinhões caídos na calçada e para uma pinha no alto de um pinheiro que existe ali na esquina com a Rua Carlos Trein. Todos os anos, nessa época, as pinhas amadurecem e delas saem os pinhões. Pinhão assado na chapa do fogão a lenha ou na brasa é uma delícia. É alimento ancestral da gente que povoou o Rio Grande do Sul, típico da Serra gaúcha.

Pedi ao Lucas que fizesse uma foto. Quem diria: a araucária, rara nas cidades grandes, em plena avenida movimentada, me trouxe essas recordações e pensamentos. O serrano que há em mim respirou fundo. Uma espécie de madeleine de Proust.*

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*Escritor francês Marcel Proust, autor da monumental obra "Em busca do tempo perdido".

sábado, 30 de abril de 2022

Dádiva

 Jorge Finatto

photo: jfinatto. Lago Lugano. Suíça


Cada dia vivido é uma dádiva. Por mais que o medo se esforce em jogar tudo no lixo.
As flores no meu jardim são uma prova (a mais) de que Deus existe. E que grande artista Ele é!

Ele me concedeu esse tempo de bônus.
Não tenho um segundo a perder. O medo que vá fazer vítima noutra galáxia.

quinta-feira, 28 de abril de 2022

Resenha de outono

 Jorge Finatto



Nos últimos dias, caminhando no mato perto de casa, encontrei com lebres (delicadas, bonitas e velozes), lagartos (antediluvianos, não muito simpáticos), cutias (ligeirinhas e graciosas), gambás (com a fama peculiar), entre outros.
No meu quintal essas criaturas também costumam aparecer de quando em quando. Além deles, pássaros e aves vários, beija-flores, saíras, sabiás, andorinhas, caturritas, tucanos, marrecos, pavões (dois deles aterrissaram no pátio há 1 ano e meio), canarinhos, corruíras, etc. A presença deles aqui em casa aumentou com a pandemia.


Os pinheiros nunca deram tanto pinhão como agora e os figos estão tão doces como os araçás, as jabuticabas, as laranjas do céu e as uvaias. A horta humilde e orgânica dá seus vigorosos alimentos.
Pelos vistos nem tudo ficou mais amargo e contaminado nesses dois anos de angústia e isolamento. A natureza continua bela e forte.

A beleza do outono é uma dádiva. A vida continua.


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photos: jfinatto

sexta-feira, 22 de abril de 2022

No tempo das açucenas

 Jorge Finatto

photo: jfinatto



Teve um tempo em Porto Alegre em que era possível andar pelas ruas de madrugada. Parece mentira mas não é. Muitas vezes eu caminhei de noite, altas horas, sem medo de ser assaltado ou morto. Agora seria impensável sair por aí assim, sem alto risco.

Gostava de caminhar pelas ruas. Anos 1970. Sentia falta do interior de onde eu vinha e das pessoas que perdi na travessia para a capital. Uma coisa em especial me tocava naquelas caminhadas: o perfume das açucenas. 

Havia o problema incontornável da ditadura, prisões, desaparecimentos, manifestações, luta armada, atentados, sequestros, mortes, clandestinidade, exílio, bocas fechadas. Um enorme corte nas liberdades democráticas, no poder do diálogo sobre a força. A derrota do bom senso contra a violência. 

Em meio a tudo, havia as açucenas e seu perfume nas ruas da cidade. Hoje pouco saio e não sei se ainda existe essa flor que muitos associam a melancolia e perda de pessoas queridas. 

Sei lá por que lembrei disso. Talvez ande necessitado de consolo como toda a gente nesses dias de alucinada estupidez e maldade aqui e no mundo. Em que a perda de sentidos, a começar pela dignidade da vida, é devastadora. 

sexta-feira, 1 de abril de 2022

Porto Alegre, felicidade radioativa

 Jorge Finatto

Guaíba. photo: jfinatto


Durante uma aula, no curso de engenharia química, o professor falou que havia radioatividade na areia do Guaíba. Deveríamos ir a campo com um contador Geiger para medir a radiação e confirmar a informação. Não havia motivo para preocupação, disse ele, era em quantidade benigna. 

O mais interessante, segundo afirmou, é que muitos moradores das cercanias do rio guardavam em suas casas porções de areia devido ao efeito calmante, relaxante, que supostamente produziam nas pessoas. E o faziam seguindo uma velha tradição, sem saber que isso era devido à baixa radioatividade e sua propriedade, digamos, sedativa. 

 

Nunca soube em que medida isto de fato acontece pois não fiz o trabalho de campo. Acabei abandonando o curso de engenharia, como fiz em relação a outros que comecei e não terminei. Mas não esqueci a história da areia radioativa. 

 

O fato é que sempre que me aproximo do Guaíba me sinto mais leve, me invade uma sensação de liberdade e paz. Para aqueles que, como eu, banharam-se e brincaram em suas águas na infância, o rio é um mar de recordações. Além disso, os mais lindos crepúsculos habitam suas águas. 

 

 

domingo, 27 de março de 2022

Porto Alegre 250 anos

 Jorge Finatto

Cais. photo: jfinatto


O Guaíba é um mar de lembranças. Do tempo em que a gente se banhava e brincava em suas águas.

Os navios levavam e traziam sonhos e esperanças.

O cais: cartão postal de encontros e despedidas.

O rio é a vida e a alma da cidade. Mas a cidade ainda não o preserva como devia, lançando-lhe toda sorte de sujidades.

Amor com amor se paga, antes que o amor desapareça, e restem só fotografias.

domingo, 13 de março de 2022

Territórios perdidos

 Jorge Finatto

resistência da vida. photo: jfinatto


Temos visto as dolorosas imagens da Guerra na Ucrânia. Um grande desastre humanitário que poderia e deveria ter sido evitado. O país agressor é a Rússia desde o início. É uma invasão cruel à Ucrânia que não poupa vidas inocentes em territórios civis, promovendo uma enorme destruição.

Não foi o povo russo que declarou guerra contra os vizinhos ucranianos. Pelo contrário, milhares foram às ruas protestar contra a guerra e, por protestarem, foram presos. As populações de Ucrânia e Rússia não querem e não merecem a tragédia que estão vivendo. 

São líderes obscuros, personalidades sem nenhum limite e absolutamente insensíveis ao sofrimento humano que fazem a guerra, não o povo. O povo paga com a vida e a liberdade pelo inconcebível desvario de chefes políticos.

O que mais chama a atenção no noticiário é que em todas as cenas de refugiados (fala-se em cerca de 2 milhões e meio) é avassaladora a presença de mulheres, crianças e idosos, além de alguns homens. São os mais frágeis, os mais expostos e abandonados, os que fogem da violência deixando tudo para trás: pais, filhos, parentes, amigos, vizinhos, empregos, cidades, bairros, ruas, casas, escolas. De uma hora para outra suas histórias foram apagadas.

Como se reconstrói uma vida em lugar estranho, distante, sem nada a esperar além da boa vontade de cidadãos de países estrangeiros? Países e cidadãos que, de resto, têm seus próprios problemas para cuidar e cuja sobrevivência é uma sofrida luta diária.

Qualquer discussão em torno das "razões" que levaram à invasão russa é rigorosamente descabida e absurda. Nada pode justificar o emprego de forças armadas contra civis indefesos (o que, afinal, é o que acabou acontecendo, conforme se vê pelos mortos, feridos e multidões de refugiados). 

A humanidade, em todo o planeta, é testemunha desta inacreditável agressão contra os direitos humanos. O que se espera é o fim imediato da violência, que permita à população ucraniana reconstruir sua vida e recuperar os territórios perdidos na alma, nos afetos e no direito à existência digna em seu país. 

sábado, 26 de fevereiro de 2022

Ao viajante solitário

Jorge Finatto                                                                                                                                                  

Canela, RS. photo: jfinatto
 

AS COISAS que não aconteceram são as que mais se afeiçoam à minha memória. A biografia que vale os veros registros: a dos não-acontecimentos, a dos impossíveis sonhos. 

O resto são pedras que se carregam dentro dos bolsos. Como os suicidas caminho do mar. 

Essa cidade é onde o abandono é dono.

As praças vazias onde me quedo ouvindo falecidas conversas. Ó ausências do mundo!

Bardo obscuro e tabelião de papéis perdidos em Passo dos Ausentes, eu vivo os interstícios. Os ásperos padecimentos da humana travessia. Cheio pelas orelhas de frustrações, tapas na cara, rasteiras e desejos. Quem houvera nesta vida maledeta se dignasse escutar meus ais.
 
Viver é assunto proceloso e bem noturno. Por isso estou aqui. Me contando, me inventando.

Sou o bardo barroco, ressuscitado em salvadoras prosopopéias. A obsessão pela música interior. Essa que me faço e entrego ao vento. Construo o venturoso canto. Não me interessa a realidade. Quem quiser a realidade, bem a guarde e embale.

Sou viajante de um tempo que se esfuma. O tal.

A saudade é um retrato em branco e preto na gaveta do oblívio. Os pedaços de cada um.

O meu coração habita um quarto de pensão. A pensão se chama Ao viajante solitário. Às vezes penso que o mundo é uma grande pensão. A pensão dos viajantes solitários. E viver é um fiozinho de orvalho estendido de manhã sob o sol.

Somos parceiros das nuvens e da bruma. Caminho para o lugar ermo dos esquecidos.

Eu, Landgrave dos Santos Strano, inquilino do absurdo, apresento-me ante vossa alta ausência.

Passo dos Ausentes, nos Campos de Cima do Esquecimento. Rio Grande do Sul, Brasil, Fim da Via Láctea. Dou fé e assino.

Provavelmente outono.

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Do livro Histórias de Passos dos Ausentes. 

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

Raymond Carver

                                                                                                                              Jorge Finatto


Raymond Carver. fonte: Wikipédia


Todo poema é um ato de amor, e de fé. Existe tão pouca recompensa para a escrita de poesia, seja monetária ou, você sabe, em termos de fama e glória, que o ato de escrever um poema tem de ser um ato que se justifique em si mesmo e realmente não possua nenhum outro objetivo em vista. Para querer fazê-lo, você realmente precisa amar fazê-lo. Nesse sentido, então, todo poema é um "poema de amor".

Raymond Carver, em entrevista a Sinda Gregory.¹


ENCONTRAR UM POETA é um acontecimento tão raro quanto descobrir uma mina de diamantes. Não sei distinguir um diamante de uma ágata ou uma ametista e possivelmente não reconheceria uma pedra caída de Vênus no meu quintal. Gosto de pedras coloridas e todas me parecem belas.

Mas sei reconhecer um bom poema. Sei de sua raridade, de seu desapego, e, quando encontro um, é como se descobrisse uma lasca de estrela à flor da terra. Porque quase tudo no mundo virou coisa. Não há mais espaço para contemplação, para o esforço da ruminação, da busca do sentido da vida e nós dentro dela.

Vivemos um tempo em que as inquietações e indagações em torno da existência foram substituídas e esgotadas em anúncios publicitários. Frases curtas, diretas, com objetivos definidos, concretos, e resultados imediatos. Tudo é mercado, tudo é venal e previsível.

Então, quando leio um poeta de verdade, esse estranho animal que já não encontra lugar na floresta, é um evento de pura graça. Sinto uma grande emoção. É o que acontece por esses dias quando leio, com profunda gratidão, a antologia Esta vida - poemas escolhidos, do poeta e contista americano Raymond Carver (1938 - 1988). A seleção e a tradução são de Cide Piquet a partir dos livros Fogos (1983), Onde a água se junta a outra água (1985), Ultramar (1986) e Um novo caminho para a queda d'água, livro póstumo de 1989.²

Poeta, na minha visão, é quem garimpa pontos de luz no escuro fundo de mina do cotidiano. Esse é o artesão da palavra e o vivente espiritualizado, que tem os pés no chão e a cabeça aberta aos mistérios do universo. Universo que todo pode estar contido num abraço, num grão de pólen, num córrego, numa joaninha como numa estrela.

É o caso de Carver, de quem só tinha lido alguns contos do livro 68 Contos, lançado pela Companhia das Letras em 2010.³ Considerado um dos grandes contistas do século XX, comparado a Anton Tchekhov, impressiona a desenvoltura do escritor em ambos os gêneros.

De origem pobre, teve diversos trabalhos (limpou banheiros, serviu mesas, abasteceu carros, vendeu livros de casa em casa). Mudou-se várias vezes de endereço com a família. Desde muito jovem cultivou a escrita. Seu esforço foi bem sucedido. Recebeu bolsas literárias, atuou como palestrante convidado na Universidade de Santa Bárbara, Califórnia.

Obteve reconhecimento dentro e fora dos Estados Unidos. Teve problemas com o alcoolismo, o qual abandonou. Morreu de câncer de pulmão aos 50 anos e seus últimos poemas tratam da doença e do fim próximo com notável lucidez.

Carver enfrenta a escrita com humildade, sabe que quase sempre saímos perdendo do enfrentamento e que o contrário disso é a exceção, é o poema. Seus temas são simples, fazem parte da vida de qualquer um, o que muda é o enfoque, e o resultado é sempre iluminador. Não será fora de lugar dizer que Raymond Carver é um poeta lírico trabalhando com os dois pés na realidade. Um desiludido que ainda ousa iludir-se (sensibilizar-se), à maneira transcendente de Carlos Drummond de Andrade.

Li os textos em inglês e a tradução e, no todo, o resultado me pareceu muito bom. Sem grandes invenções, torcicolos de estilo e sem a veleidade de fazer uma nova obra a partir do original, o tradutor consegue entregar na língua de chegada o sentido e o sentimento do texto na língua de partida. A tradução, neste caso, consegue envolver o jeito de dizer do autor, o que nem sempre se alcança em se tratando de poemas.

Ouçamos a voz humana, a voz ancestral e fundadora da poesia, na obra essencial de Raymond Carver. 


Fragmento final

E você teve o que queria
desta vida, apesar de tudo?
Tive.
E o que você queria?
Dizer que fui amado, me sentir
amado sobre a terra. 4

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1, 2 e 4 - Esta vida - poemas escolhidos. Raymond Carver. Seleção e tradução de Cide Piquet. Edição bilíngue. Editora 34. São Paulo, 2017.

3 - 68 Contos de Raymond Carver. Tradução de Rubens Figueiredo. Companhia das Letras, São Paulo, 2010.


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Publicado no blog em 22 de novembro, 2017.

domingo, 30 de janeiro de 2022

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

As rosas de Rilke

 Jorge Finatto

photo: jfinatto

A rosa era a flor preferida do poeta Rainer Maria Rilke (1875-1926). No quintal do Castelo de Muzot, no Cantão do Valais, Suíça, cultivava rosas.

Neste lugar ele viveu os últimos anos e concluiu as Elegias de Duíno. As roseiras estão lá até hoje e podem ser vistas da estrada (não é permitida a visitação).

As rosas têm vida efêmera e são frágeis. Mas no escasso tempo de sua passagem pelo mundo, quanto perfume, quanta beleza, quanto consolo e inspiração oferecem.

Castelo de Muzot (Veyras, Suíça). photo: jfinatto